sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Artigo: Teixeira, quanto vale uma vida?


        Frente à violência no município de Teixeira, por que mesmo que todos os dias não noticiem mortes no município, ela existe sim; voltei a refletir sobre o valor real da vida e o quanto ela vale. Felizmente para mim e para você a mesma tem um valor incalculável, pois senão já tínhamos nos mutilados.

           No entanto, o que temos visto nos dias de hoje? Não somente no nosso município mais em todo país é que cada vez mais a violência está perto de nós e não estamos fazendo nada, para mudar isso. Mas podemos fazer alguma coisa? A maldade humana vem de gerações passadas, apenas não tínhamos percebido ou ignoramos o passado porque dizemos que quem vive de passado é museu?

           Entendo que não. Para mim a diferença crucial é que no passado havia sempre uma “razão de ser” da morte. Ela sempre tinha uma “motivação”. Sem discutir o mérito dessas “motivações”, porque nada justifica a morte.

             Mas e hoje? Tendo por base algumas notícias recentes, o que motivaria uma “mãe” jogar um recém-nascido no bueiro? No esgoto? O espancamento de crianças indefesas até a morte? Ou o pai jogar uma filha pequena do 5º andar do prédio e procurar simular um acidente? Uma pessoa ser queimada viva porque não tinha dinheiro para dar ao assaltante? Ou ainda, o bandido dar um tiro de “aviso” para roubar uma moto de um trabalhador? Se não existe motivação aparente, entendo que a causa, ou pelo menos, uma das principais causas, podem ser identificadas.

               Não sou sociólogo e nem especialista no assunto, mas creio firmemente que a causa de tudo isso, pelo menos no Brasil, está na perda de valores promovida por uma geração.  A tradição de se passar de pai para filho valores morais e cívicos foi perdida para a “telinha”. Essa se encarregou de fazer o trabalho que antes era destinada às mães, principalmente, a de educar os filhos. Se encarregou também de incutir outros (dês) valores na família, entre estes a banalização do casamento, o desmerecimento da Palavra de Deus, como norma moral, e o produto disso é uma geração de filhos e netos que, via de regra, não têm princípios e por isso não podem repassar à próxima geração.

           Ao constatar tudo isso fico muito triste, o que resta a nós moradores desta cidade rezar e esperar que a justiça de Deus e dos homens seja feita. Desejo profundamente que este texto tenha te orientado que a vida vale mais do que dinheiro ou qualquer “prazer” de matar.

Vitinho Galdino-"O Foco de um cidadão nos Acontecimentos Atuais"

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