Frente à violência no município
de Teixeira, por que mesmo que todos os dias não noticiem mortes no município,
ela existe sim; voltei a refletir sobre o valor real da vida e o quanto ela
vale. Felizmente para mim e para você a mesma tem um valor incalculável, pois
senão já tínhamos nos mutilados.
No entanto, o que temos
visto nos dias de hoje? Não somente no nosso município mais em todo país é que
cada vez mais a violência está perto de nós e não estamos fazendo nada, para
mudar isso. Mas podemos fazer alguma coisa? A maldade humana vem de gerações
passadas, apenas não tínhamos percebido ou ignoramos o passado porque dizemos
que quem vive de passado é museu?
Entendo que não. Para mim a diferença crucial é que no
passado havia sempre uma “razão de ser” da morte. Ela sempre tinha uma
“motivação”. Sem discutir o mérito dessas “motivações”, porque nada justifica a
morte.
Mas e hoje? Tendo por base algumas notícias recentes, o que
motivaria uma “mãe” jogar um recém-nascido no bueiro? No esgoto? O espancamento
de crianças indefesas até a morte? Ou o pai jogar uma filha pequena do 5º andar
do prédio e procurar simular um acidente? Uma pessoa ser queimada viva porque
não tinha dinheiro para dar ao assaltante? Ou ainda, o bandido dar um tiro de
“aviso” para roubar uma moto de um trabalhador? Se não existe motivação
aparente, entendo que a causa, ou pelo menos, uma das principais causas, podem
ser identificadas.
Não sou sociólogo e nem especialista no assunto, mas
creio firmemente que a causa de tudo isso, pelo menos no Brasil, está na perda
de valores promovida por uma geração. A
tradição de se passar de pai para filho valores morais e cívicos foi perdida
para a “telinha”. Essa se encarregou de fazer o trabalho que antes era
destinada às mães, principalmente, a de educar os filhos. Se encarregou também
de incutir outros (dês) valores na família, entre estes a banalização do casamento,
o desmerecimento da Palavra de Deus, como norma moral, e o produto disso é uma
geração de filhos e netos que, via de regra, não têm princípios e por isso não
podem repassar à próxima geração.
Ao constatar tudo isso fico muito triste, o que resta
a nós moradores desta cidade rezar e esperar que a justiça de Deus e dos homens
seja feita. Desejo profundamente que este texto tenha te orientado que a vida
vale mais do que dinheiro ou qualquer “prazer” de matar.
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